Mentes distintas, ideais semelhantes; esse é o ExperiMenteSP

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A foto é inspirada num projeto chamado “Switcheroo”, da fotógrafa Hana Pesut. Ela fotografou casais, amigos, familiares com as roupas trocadas. Num domingo qualquer, o ócio bateu na porta e o Felipe teve a ideia de tirar a foto e publicar no facebook – e arrancar risadas dos amigos.

Duas pessoas bairristas que adoram a região onde moram. Ela gosta da tranquilidade, a quantidade de árvores e o pôr do sol da Zona Norte. Ele curte a movimentação da Zona Leste, e até acha graça quando acorda de madrugada com o som no último volume de um carro que passa na rua.

Andam de metrô no fim de semana e eles têm a opção de sentar perto um do outro. O celular não funciona direito e, assim, conseguem se curtir e conversar. Ver pessoas, movimento… ver a cidade.

A briga é constante na disputa pela estação de rádio do carro: ele vai de Nova Brasil; ela fica brava quando ele não a deixa ouvir suas músicas na 89. Mas bem que ela baixou o aplicativo da Nova Brasil para matar a saudade dele; e ele deixava apenas na rádio rock no começo do relacionamento só para conquistá-la.

Adoram conforto, mas não dispensam a agitação de um hostel. Como diz a música: ” Quem não pode em Nova York, vai de Madureira”. Hostel onde as gringas ficam peladas – ela esboça um ciúmes e ele dá risada da situação.

Ele é um pouco descontrolado. Não fica feliz enquanto não vê o fim de qualquer garrafa de bebida; segura e a coloca embaixo do braço, como se fosse um pirata. Ela é mais certinha. E devido a uma alergia nipônica, já fica alegrinha com uma latinha de cerveja.

E assim eles formam um casal com costumes bem, digamos, excêntricos. Essas coisas não são nem 1% de suas particularidades e, mesmo assim, dizem para eles: “Vocês se parecem tanto!”. Não, essa turma não sabe o que diz. Os dois são bem diferentes e, por isso, somam todas as suas diferenças.

Apesar das diferenças, a ideia do ExperiMenteSP vem da vontade de compartilhar conhecimentos, definir e documentar os aprendizados que adquirimos ao comer algo, ver um filme e visitar um lugar da cidade.

São contra a ideia de quem não curte a “popularização” de algo ou algum lugar. O que é bom, deve ser de conhecimento de todos. Para eles, os lugares não devem existir tipos de frequentadores. Viva a compra coletiva! o/ rs

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